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Você já parou para pensar se é uma pessoa que assume uma responsabilidade social, seja como cidadã ou como empresária? O que significa para você ser ʺresponsável socialmenteʺ?
Quando você realiza uma ação social ou de caridade, você realmente veste a camisa desta causa? Ou você faz esporadicamente , tira uma foto e compartilha em suas redes sociais para mostrar a sua ʺboa-ação”? A sua empresa deixa para contribuir financeiramente com alguma entidade sem fins lucrativos no final do ano para reduzir uma porcentagem do montante de impostos que deverá pagar ao governo, ou assume com assiduidade um projeto que beneficia aqueles menos privilegiados ?

Este artigo tem como objetivo levá-lo a a uma reflexão a respeito da sua atuação e consciência quanto a necessidade alheia.

Há várias definições a respeito de responsabilidade social, mas resumindo-a numa expressão simples e objetiva, extraída da revista “Family Therapy” é aquela que propõe ao indivíduo, empresas ou organizações o compromisso de agir em benefício à sociedade em geral. (1)

Uma definição genérica, formal e teórica, a qual eu traduziria como uma ʺconsciência individual e corporativa em favor da necessidade do próximo através de ações de impacto ao menos favorecido, ou a uma comunidade carenteʺ. É muito mais do que agir por obrigação, é agir com empatia. A primeira avaliação que você deveria fazer é: quando um “homeless” ou uma criança pede um dinheiro no sinal e você resolve dar, você faz isso por desencargo de consciência ou porque realmente imagina como deve ser a vida daquele andarilho ou da criança, e sente-se profundamente solidário à situação destes? A questão aqui não é se deve ou não dar um trocado e sim, quando você dá, qual a verdadeira razão para tal ato.

A responsabilidade social também nos ajuda a ampliar nossa visão e compreensão a respeito de da realidade de diferentes comunidades e culturas. Uma ação consciente move uma pessoa ou uma empresa a explorar diferentes formas e oportunidades para agir com responsabilidade, pois há uma compreensão genuína das necessidades materiais, emocionais e físicas de outras pessoas. Em resumo : para agir com responsabilidade social é necessário tomar uma decisão consciente.

Algumas sugestões que pode ajudá-lo a iniciar uma ação referente a sua responsabilidade social. Primeiramente é estabelecer alguns limites e focar em determinados alvos. O que significa isso? Você não tem que dizer sim a todas as ligações que recebe de entidades ou pessoas que o abordam solicitando ajuda. Ao contrário: é importante que você se identifique com um projeto ou programa, seja ele algo que com a sua experiência profissional você acha que poderá contribuir de forma mais efetiva; uma causa na qual você tenha vivenciado pessoalmente, ou ainda um projeto que tenha despertado seu interesse ou sua compaixão e que não conhece muito a respeito, mas tem interesse em conhecer e se aprofundar.

Enfim, tudo é uma questão de iniciativa e atitude. São incontáveis as necessidades que existem tanto em sua comunidade local como ao redor do mundo. Não tem como dizer eu não vou fazer porque já tem gente ajudando. Isso não existe. Isso se chama zona de conforto, pois ajudar uma causa envolve uma predisposição financeira, ação, trabalho voluntário, sacrifício e nem todo mundo quer pagar o preço.

As cinco necessidades básicas do ser humano, segundo Abraham Maslow são: fisiológica, segurança, amor/relacionamento, estima e realização pessoal (2). Eu diria que a última, realização pessoal, é aonde se encaixa a repsonsabilidade social. Por experiência clínica, eu posso afirmar que atendi muitas pessoas realizadas profissionalmente, seguras financeiramente, mas sofrem de depressão , ansiedade e sentem um vazio . Quando eram abordadas se elas tinham algum envolvimento com uma causa social, ou realizavam algum trabalho voluntário a resposta era não. Compreenda que isso não é regra, mas a ação social que envolve a empatia, contribui com a auto-realização e auto-estima de quem ajuda, sem contar que a sua contribuição beneficia as pessoas menos favorecidas.

Procure saber quais são as necessidades da sua comunidade local. Veja se você ou a sua empresa podem atender algumas destas necessidades e de que forma faria isso. Se você é movido por uma causa humanitária, pesquise as ONG’s que atendem a população ou causa específica pela qual você se identificou. Conheça a fundo os projetos as respectivas atuações. À partir daí tome sua decisão, mas tome com compromisso e consistência. Lembre-se que quando assumiu este compromisso, tais vidas serão beneficiadas e, se faltar ou romper, elas podem ser prejudicadas.

Lembre-se também de que, se for divulgar aquilo que faz, faça para incentivar as pessoas a tomarem esta iniciativa ou despertá-la à consciência sobre a responsabilidade social. Você não precisa de confetes para ajudar o próximo. O resultado disso tudo é imensurável pois o que vale é saber que você pode fazer a diferença na vida, seja de uma pessoa, uma criança, uma família ou uma comunidade. Experimente.

Precisa de ajuda nesta área?

Entre em contato: contact@bridgestotheworld.us

Sandra Freier – Pastoral Counseling / Registered Marriage and Family Therapist

(1) Revista Family Therapy – Julho/Agosto 2014 ( AAMFT)
(2) https://www.psiconlinews.com/2015/11/piramide-de-maslow-hierarquia-das-necessidades-humanas.html

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